Esta semana eu e uns amigos decidimos que íamos comprar um
dos vinhos referenciados no artigo do New York Times, o Palestra. Soube
que estava disponível na Garrafeira de Campo de Ourique, a um preço muito
aceitável, durante a hora de almoço, seguimos a pé desde o Rato até á
garrafeira. Fez-se muito bem, tivemos a ajuda de um GPS com uma voz Brasileira
(“ e esta hem?”).
Passado uns minutos, apareceu o dono da garrafeira, muito simpático, começamos uma conversa interessantíssima, onde íamos aprendendo e conhecendo alguns vinhos, a conversa fez-nos chegar ao Quinta dos Cozinheiros 2000, segundo o senhor fazia lembrar um Borgonha. Foi-nos crescendo água na boca, muito amavelmente o senhor disse que nos ia abrir uma dessas garrafas para provar, a exaltação surgiu e a expectativa era grande.
Passado uns minutos, um dos tragos foi o culminar, o vinho estava no ponto, sentia um vinho elegante e ao mesmo tempo potente, um sabor que nos ficava na boca pedindo mais um trago. Era um vinho que falava, parecia que queria conversar connosco, com carácter. Estava a pedir uma boa refeição para poder mostrar, ainda mais, o seu potencial.
No meio desta prova, entraram na loja dois senhores muito bem postos, que falavam de vinhos Italianos (Pio Cesare), como nós falamos de uma imperial. Foi-lhes oferecido um pouco do vinho que estávamos a beber (gostaram bastante). Depois de serem abastecidos, com apenas com duas garrafas cada, mas de preços bem , estavam a pagar, mas... o dono da loja quando estava a fazer a conta, sem querer, deu um toque numa caixa que estava na bancada, mas também lá estava o copo de um dos senhores, o copo entornou-se e o fato ficou com nódoas, foi ai que descobrimos que daí a pouco o senhor ia estar num programa de televisão e que não era o dia ideal para ficar com o fato sujo.
Nota: 17
Deixo aqui o meu agradecimento á simpatia do senhor que tão bem nos recebeu. Uma garrafeira a ter em conta.
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